O apoio à produção local e o interesse pela moda em segunda mão são fortes tendências que moldam a indústria da moda em África. O relatório da Sagaci Research “The Fashion Industry in Africa 2025” destaca estas preferências dos consumidores, revelando oportunidades significativas para marcas empenhadas.
Preferência por produtos “made in africa
O patriotismo económico e o desejo de apoiar as economias locais são factores poderosos para os consumidores africanos. O estudo revela que 65% dos inquiridos preferem comprar vestuário fabricado em África para apoiar a produção local. Este número reflecte uma forte consciência colectiva e vontade de investir no ecossistema africano.
Esta preferência pelo “Made in Africa” representa uma grande oportunidade para os designers e as marcas que produzem localmente. Favorece o desenvolvimento de cadeias de valor no continente, a criação de emprego e a promoção do artesanato e do saber-fazer industrial africanos.
O mercado de segunda mão
O mercado da moda em segunda mão é também muito ativo em África, principalmente devido a considerações económicas. As principais razões para comprar roupa em segunda mão são :
- 70% para poupar dinheiro.
- 19% para o estilo preferido.
- 6% para apoiar instituições de caridade.
- 5% por razões ambientais.
Embora estejam presentes razões ambientais ou caritativas, é claramente o aspeto financeiro que domina. Este facto sublinha a sensibilidade dos consumidores africanos aos preços, mas também o engenho e o carácter prático da economia circular no continente. As marcas em segunda mão, sejam elas formais ou informais, desempenham um papel crucial na oferta de opções acessíveis e no prolongamento do ciclo de vida do vestuário.
Oportunidades para a moda empenhada
A forte preferência pelo “Made in Africa” e o dinamismo do mercado de segunda mão (embora principalmente motivado pelo preço) apontam para um terreno fértil para uma moda mais responsável e de raiz local. As marcas que conseguirem combinar qualidade, preços acessíveis e uma mensagem de apoio à economia local e à sustentabilidade encontrarão o seu lugar junto dos consumidores africanos.
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