Um recorde histórico de candidaturas para uma edição de excelência
O sucesso desta edição de 2026 mede-se, em primeiro lugar, em números. O Africa Fashion Up 2026 registou este ano um recorde de 714 candidaturas provenientes de 49 países do continente africano.
Após um rigoroso processo de seleção, apenas 4 vencedores, originários da África do Sul, da Nigéria e da Costa do Marfim, foram escolhidos para integrar este programa de elite e viajar para Paris, a fim de lá apresentarem as suas coleções.
A realização deste desfile no Museu do Quai Branly inscreveu-se numa sinergia cultural parisiense inédita, estabelecendo uma ligação direta com a exposição itinerante mundial «Africa Fashion», que se encontrava patente na capital na mesma altura.
A lista de vencedores de 2026: quatro vencedores, quatro estilos literários únicos
O júri premiou quatro marcas com identidades marcantes, que ilustram a riqueza, a complexidade e a diversidade estilística do continente africano:
1. Mzukisi Mbane – Imprint South Africa – Prémio de Melhor Designer de África 2026
- O prémio: Entregue por Annika Mohr Storfält, Diretora Global de Desenvolvimento Sustentável da Balenciaga.
- A identidade: Situada no topo da criação sul-africana, a marca Imprint South Africa tem-se destacado pela sua estética afro-futurista assumida. Através de estampados narrativos vibrantes e de cortes esculturais de grande modernidade, Mzukisi Mbane redefine o prêt-à-porter de luxo com um impacto visual incontestável.
2. Mpumelelo Dhlamini – Ezokhetho – Prémio Especial do Júri
- O prémio: Entregue por Clarisse Reille, diretora-geral do DEFI e doIFTH.
- A identidade: Outra marca emblemática da África do Sul, a Ezokhetho destaca-se pela profunda poesia da narrativa têxtil. Mpumelelo Dhlamini concebe as suas coleções como narrativas vivas, onde a escolha dos materiais e a fluidez dos drapeados se impõem como uma homenagem vibrante ao património cultural e à sua transmissão.
3. Esther Okonta – Estaz – Prémio Jovem Designer
- O prémio: Entregue por Alexandre Liot, Diretor-geral adjunto responsável pelas operações no seio do comité executivo das Galeries Lafayette.
- A identidade: Vinda diretamente da Nigéria, a criadora Esther Okonta apresenta, com a sua marca Estaz, um guarda-roupa feminino contemporâneo particularmente elegante, caracterizado por um abastecimento ético e técnicas de fabrico responsáveis.
4. William Kouakou Mackenzie e Thierry Bohui Aguy – Maison Kanty’s – Prémio de Responsabilidade Ambiental
- O prémio: Entregue por Éléonore Caroit, ministra delegada responsável pela Francofonia, pelas Parcerias Internacionais e pelos Franceses no Estrangeiro.
- A identidade: A dupla da Costa do Marfim por trás da Maison Kanty’s conquistou o júri com a sua visão de moda ecológica e sustentável. Ao combinar habilmente o upcycling de luxo, o respeito pelas fibras naturais e a excelência dos acabamentos, demonstram que a soberania têxtil da África Ocidental passa pela inovação ambiental.
A par destes quatro vencedores, o famoso criador de moda malgaxe Éric Raisina também brilhou na passerelle ao apresentar uma coleção cápsula exclusiva e colorida, demonstrando o seu domínio lendário do trabalho com seda.
Entre luxo, diplomacia e influência
Mais de 400 convidados cuidadosamente selecionados estiveram presentes nesta noite excecional, que reuniu as figuras mais influentes da diplomacia, das grandes instituições e da indústria mundial do luxo.
Entre os presentes, destacavam-se a presença de importantes dirigentes do setor da moda e da joalharia, como Gianfranco Gianangeli, CEO da Balenciaga, Touhfa Rahali-Tellier, Presidente da EMEA na Boucheron, Claire Coletti, diretora de Sustentabilidade Global da Guerlain, e ainda Vanessa Moungar, vice-presidente do Grupo para a Responsabilidade Social e Inclusão da LVMH.
A cultura e o prestígio pan-africano foram igualmente promovidos por embaixadoras extraordinárias como Olivia Yacé (Miss Costa do Marfim 2021 e 2.ª vice-campeã do Miss Mundo 2022), Clémence Botino (Miss França 2020) e Flora Coquerel (Miss França 2014).
Líderes de opinião de referência nas redes sociais, como Coach Hamond Chic, Sophy Aiida, Aïssa Moments ou Simiane Tatu, também divulgaram amplamente o evento junto das suas comunidades a nível mundial, enquanto artistas como Blaqbonez e Yann Antonio animaram a noite com atuações musicais de alto nível.
Da visibilidade à estruturação industrial das marcas
O que confere ao Africa Fashion Up a sua força única é a recusa em limitar-se a um mero evento efémero de relações públicas. O programa funciona como uma verdadeira ferramenta de aceleração comercial a longo prazo para os criadores.
Ao longo da semana da Fashion Week, os quatro vencedores participaram num programa intensivo de imersão no mundo dos negócios em Paris:
- Balenciaga: A prestigiada marca de luxo propôs um programa de mentoria empresarial personalizado para acompanhar os designers na gestão do seu crescimento.
- HEC Paris: As equipas e os antigos alunos da rede HEC ministraram masterclasses sobre a estratégia de posicionamento e a análise de rentabilidade das suas marcas.
- Istituto Marangoni Paris: A escola de moda de referência colocou a sua experiência ao serviço dos criadores através de workshops de criação e de direção artística aplicada.
Como salienta Gianfranco Gianangeli, CEO da Balenciaga:
«Através do seu empenho, a Maison contribui para o desenvolvimento da criatividade na moda, acompanhando criadores africanos emergentes no seu percurso empreendedor.»
Mudar a perspetiva, conquistar os mercados
Ao reunir, para o seu $6^{\text{e}$ Ao reunir os principais intervenientes da indústria do luxo em torno de uma nova geração de talentos de África e da sua diáspora, o Africa Fashion Up demonstra que a moda africana tem todos os trunfos na mão para conquistar os circuitos de distribuição mundiais mais seletivos.
Desde o rigor eco-responsável da Maison Kanty’s até à ousadia da Imprint, os vencedores desta edição de 2026 já não precisam de pedir autorização para desfilar em Paris: impõem-se ali graças à força absoluta da sua criatividade e da sua visão.
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